sexta-feira, 10 de maio de 2013

O primeiro café


Poucas vezes tenho a oportunidade de observar a vila nas primeiras horas da manhã num dia de semana laboral. Consegui essa proeza numa destas passadas manhãs e as primeiras impressões foram descoloridas. Verdade seja dita que a manhã estava cinzenta mas isso não justifica o cinzento das ruas mal desci a avenida. Desertas, apenas salpicadas por uma senhora, que em passada elegante, se apressava para iniciar o dia de trabalho na câmara municipal. Na subida do Terreiro, também não se avistou vivalma, a não ser à porta da funerária, onde a funcionária espreitava. É bom sinal, por ali parece não haver vida mas também não morre ninguém.
Penso que a vila é como aquelas pessoas que não começam o dia até beberem o primeiro café. E talvez o primeiro café da vila seja o intervalo das escolas onde, finalmente, o burburinho das crianças abafa o som do silêncio. Brincadeiras destes e de outros tempos ocupam os mais jovens enquanto algumas avós e mães lhes dão o lanche pela vedação.
Chego à avenida onde, agora, já fervilha a atividade dos já inativos. Conversas vãs ocupam os cantos, procurando as sombras em dia sem Sol. Numa das entradas do jardim, um senhor da câmara, incansável, aspira o lixo ajudado por uma máquina que parece um módulo lunar. “Um pequeno passo para o homem uma grande passo para a humanidade!”. Também eu preciso do meu primeiro café. Entro numa pastelaria: “Um café e um maço de cigarros.”

9 comentários:

Anónimo disse...

Bom dia


Diga lá quem era a funcionária da câmara de passada elegante

Jack The Ripper disse...

Caro Anónimo,


Obviamente não o irei fazer nem o poderia fazer.

Além disso todas as funcionárias da câmara podem-se rever nesta imagem!

Jack The Ripper disse...


Para o(a) anónimo(a) da mensagem das 14.

Obviamente não posso publicar pela referência a alcunhas de algumas pessoas mas devo dizer-lhe que o comentário está bem conseguido.

Mas posso dizer que não era nenhuma das que referiu e que a marca é Marlboro

Volte sempre, escreve bem e tem sentido de humor!

Anónimo disse...

É pena não me ter publicado o comentário. Faria rir muita gente que lê este blogue. Tenho noção disso. Contento-me com o seu elogio. Sabe, por vezes é necessário um pouco de humor para as pessoas se aperceberem o quão ignorantes são. Um cordial abraço!

Anónimo disse...

Já diria Gil Vicente: "ridendo castigat mores", ou seja, a rir se castigam os costumes...

Mané das Ritundas disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Jack The Ripper disse...


É isso mesmo Sr. Mané,

Se não gostou da rotunda critique construtivamente que será publicado.

Criticar por criticar é que não. E como vê pelo seu comentário isso é válido para os atuais e para os anteriores elencos camarários

Anónimo disse...

Em terra de burros, qualquer um é espertinho, ou faz-se... Orgulho-me por ter um historiador e escritor do calibre do Dr. Francisco Galego. Orgulho-me por saber de mim, do meu povo, do nosso passado, da história da minha terra, das minhas/nossas origens graças à sua pesquisa e á sua sabedoria. Se quiserem ter uma rua, destaquem-se, contribuam para a terra tal como o Dr. Francisco Galego. O Dr. Francisco Galego é um estudioso, homem preocupado com a nossa linda história e preocupado com o mau estado do nosso património, que é, ao fim de contas, a nossa história. É um homem que aponta soluções, que denuncia, que relata. É um homem que - em muitos casos - dá pérolas a porcos. Eu escuto-o. Dou-lhe valor. Porque cultivo-me, que é o que muita gente, aqui, não faz. Vêem tudo do ponto de vista da "politiquice". Por isso caiem na estagnação. Campo Maior precisa de mais gente como o Dr. Francisco Galego, de mais gente interessada. Campo Maior precisa de gente que pratique o bem, que ajude a construir, que apresente propostas.

Quanto à rotunda, não gosto da estética mas, reconheço que contribui para a segurança de todos.

Quanto à atribuição de uma rua ao Sr. Gama Guerra, sou muito novo para me pronunciar, era pequeno quando ele foi presidente. Ouço opiniões (boas e más) e essas opiniões não me satisfazem ao ponto de formar um testemunho. Nestes casos, ver para crer. Mas, para ter uma rua com o nome dele, de certo que fez por Campo Maior.

Li o comentário do Mané (que o Jack fez questão de apagar) mas esta crítica não é direccionada APENAS a ele. Sou De Campo Maior e ando por aí. E tenho a dizer que muita da nossa gente está poluída.

Jack The Ripper disse...


Caro Mané das Rotundas,

O post apagado esteve publicado, por engano, durante algumas horas.

E tem razão, não vou publicar o seu último comentário. Quanto ao resto que diz é sempre o mesmo blá blá blá