segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Haverá vida antes da morte?

No passado sábado decorreu em Campo Maior o Fórum de Ação Social Maior. Este evento teve como objectivo o debate e reflexão sobre o apoio social a crianças, jovens e dos maiores. E foram, precisamente, estes últimos que ocorreram em maior número ao evento. Este facto não é de estranhar pois os dados estatísticos colocam Portugal como um dos países onde o envelhecimento da população é um facto muito notório. Se a este facto juntarmos a crise e a cada vez maior crescente dificuldade de financiamento da Segurança Social vemos que estamos na presença de um problema de grandes dimensões. A despesa com pensões já atinge 14% do Produto Interno Bruto e o número de pensionistas aumento em 1,4 milhões desde a entrada na CEE.
O sistema de pensões em Portugal assenta num modelo de repartição, isto é, são as contribuições das pessoas no ativo que financiam as pensões em pagamento. Esta característica torna-o muito vulnerável à demografia.
O número de filhos por mulher diminuiu de 3,2 em 1960, para apenas 1,32 em 2010, um dos mais baixos do mundo. Ao mesmo tempo, a esperança média de vida à nascença subiu de 64 anos para homens e 70,3 anos para as mulheres em 1970 para 76,4 anos e 82,3 anos, respectivamente, em 2010. Números que significam cada vez menos ativos a financiar as pensões e cada vez mais idosos a quem é preciso pagar a pensão durante mais tempo. Em 2050 preve-se que o rácio entre idosos e ativos atinja os 58,5% contra os 29% atuais. Com este cenário quem é ativo hoje só poderá esperar um aumento sucessivo da idade de reforma e uma perda contínua do poder de compra da pensão atribuída. Só os pensionistas atuais já perderam 25%...Haverá vida antes da morte?

2 comentários:

Senhor Calúnias disse...

Às vezes passo à rua Francisco Xara, pela calada da noite e sente-se um cheirinho a bolos muito agradável. Só me apetece entrar na KIDOCE e comer os bolos todos. No sábado só me cheirava a pré-campanha (ou pré da pré-campanha) lá para os lados do Centro Cultural. Não sei porquê... E o cheiro era intenso...

Anónimo disse...

Meu caro:
Para alguns, é fácil encontrar uma saída. Lembre-se do que aquele político japonês disse há pouco tempo, ou seja, que não temos nada que andar a adiar a morte dos velhos, curando-os e cuidando deles, porque é um gasto inútil de dinheiro.
Por enquanto, não me parece mal...
O diabo é pôr-me a pensar - que por por vezes, também tenho o mau hábito de pensar - que, daqui por alguns anos, vai chegar a minha vez.
Confesso que fico um bocado preocupado com isso.