sábado, 27 de fevereiro de 2010

Constâncio - Vice Presidente do BCE

Bofetada de luva branca - foi com este título que Nicolau Santos do Expresso noticiou, na sua coluna Cem por Cento a eleição de Vítor Constâncio para vice-governador do Banco Central Europeu. Foi uma vitória para Portugal e para o próprio Constâncio, mostrando o prestígio internacional que desfruta o ainda governador do Banco de Portugal.
Ironicamente, depois de ter sido acusado, de ter falhado na supervisão do sistema financeiro português, Constâncio ficará responsável pela supervisão de todo o sistema financeiro europeu.
Dirão alguns que depois do BPP e do BPN, como é que é possível esta eleição, no entanto devo recordar que o sistema financeiro português resistiu, resiste e, eu atrevo-me a dizer que resistirá à grave crise internacional. É uma vitória de Constâncio e do seu trabalho à frente do Banco de Portugal. Outros perguntarão também porque não se deixou que os dois bancos falissem. Não tenham dúvidas que se os dois bancos falissem o efeito seria em cadeia e o dinheiro fugiria dos bancos pequenos para os bancos grandes e dos bancos nacionais para os estrangeiros, e a onda de choque da falta de confiança lançaria Portugal numa situação desesperada. Por isso se discute tanto porque se deixou falir o Lehman Brothers. Será que a crise seria de menor intensidade?
Depois de Durão Barroso é a vez de Vitór Constâncio ocupar um lugar de prestígio internacional. Será este o princípio do Quarto Império que, segundo Fernando Pessoa, Portugal seria chamado a concretizar?

3 comentários:

Três horas da manhã disse...

O Quinto Império... voltar a ser uma das principais forças do mundo, emergindo da precariedade...

Infelizmente estes dois senhores, que abandonaram o nosso país para abraçarem ambições mais fortes, nunca poderão ser a nossa alavanca, porém podem ser uma salvaguarda.

Acho importante o reconhecimento quando justo, independentemente que sejam portugueses ou não!Isto significa que somos capazes de mais e melhor.

Cumps

Nuno José disse...

Triste terra que, em vez de políticos, tem na política, ao mais alto nível da estrutura do Estado, alguns politiqueiros que, sem competência para se fazerem aceitar pelo povo para assumirem o governo, recorrem à baixa intriga, à calúnia , ao "achismo" das meras suposições, para tentara deitar abaixo aqueles que legitimamente os venceram pelos votos.
Já agora alguma da triste impressa que temos, está ao serviço de quem? Dos governantes acusados de a querem dominar, ou dos que efectivamente a dominam pois só publicam as atoardas e as inventonas que convêm aos da oposição?
Onde está o sufoco anti-democrático se todos publicam o que bem entendem? Onde está a falta de liberdade se até têm a "liberdade" de atacar as mais altas figuras do Estado sem terem de prestar contas por isso?

Camponês disse...

Ou melhor; Dos bancos para debaixo do colchão.

Ninguém está mentalizado para ver bancos a fechar portas e não sacar o dinheirinho do seu banco, embora de boa saúde, e se isso acontecesse seria o desastre.

Não foi para o BCE por casualidade, alguém vê no homem alguma coragem para enfrentar os desafios.