sábado, 11 de outubro de 2008

Das autarquias III

Enquanto alguns autarcas se esforçam por promover o desenvolvimento económico dos concelhos que administram, por entenderem que a prosperidade económica é a base de todo o equilíbrio e bem estar da população, outros, movidos por objectivos de populismo eleitoralista, promovem o conflito com as forças económicas locais, indiferentes às vantagens sociais que decorrem da empregabilidade garantida pelas empresas, nos seus concelhos.
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"Para nós, a questão do investimento privado é central. Sabemos que o desenvolvimento económico e a criação de emprego não passam directamente pelo Estado, são antes realidades levadas a cabo pelos agentes da actividade económica. Por isso quisemos promover uma relação muito positiva com o investimento privado, aproximando-nos dos investidores e dos seus projectos empresariais. Criámos infraestruturas para que as empresas optem por Abrantes e para que estabeleçam aqui os seus negócios. (...) Na sequência destas acções, temos no concelho um conjunto significativo de investimentos privados.
(...) Nós começámos por criar um Gabinete de Apoio ao Investimento que já evoluiu para um Divisão de Desenvolvimento Económico. Trata-se de um dispositivo, dentro da própria autarquia com capacidade de estabelecer uma relação directa com os investidores, não se limitando às questões administrativas, auscultando necessidades e agilizando a interlocução entre os intervenientes".
Da entrevista a Nelson Carvalho, presidente da Câmara Municipal de Abrantes a País Positivo, nº 25, 8 de Outubro de 2008, p. 79.

4 comentários:

siripipi alentejano disse...

Felizmente que o caso de Abrantes não é único e a prona disso é que há Concelhos com apetência para o desenvolvimento porque os seus Autarcas encetaram políticas correctas, criaram as infra-estruturas necessárias, promoveram o Concelho e souberam cativar os Investidores.
Nós temos uma Zona Industrial onde existem poucas Industrias, os lotes foram alienados para a construção de armazéns e porquê? A verdade é que nunca existiu um Gabinete dedicado à promoção da Zona Industrial e das potencialidades do nosso Comncelho, este não é um trabalho dos Técnicos, é sim um metier do Executivo Municipal, o Senhor Presidente tem a obrigação de promover o Concelho, dando a conhecer a nossa realidade, oferecendo aos mpotenciais Investidores as condições necessárias à sua fixação e essas condições passam, como já noutras ocasiões afirmei, pela cedência de Terrenos infra-estruturados baratos, isenção de taxas e licenças e outras facilidades
Não nos podemos esquecer que não é com vinagre que se apanham moscas, para bom estendedor uma palavra basta!...
siripipi-alentejano

Castelo disse...

Boas tardes
O problema de Campo Maior, é exactamente a mentalidade das pessoas que estão e tiveram à frente dos destinos de uma terra do interior, sem prespectivas de futuro e com medo de arriscar, porque a zona industrial nunca foi desenhada para grandes industrias, houve até quem comentasse que a àrea era demasiado grande para zona industrial, e era verdade, visto as empresas maiores de campo maior, todas estavam inseridas no meio urbano e não se iam mudar só porque havia uma zona industrial e esta era destinada a novas empresas que se quisessem estabelecer aqui. Hoje a realidade é diferente, os lotes são demasiado pequenos para qualquer empresa de certo volume, como é o caso da Hutchinson, quantos lotes existem dentro da sua àrea? mesmo a àrea que é agora do garrancho quantos lotes lá cabem.Se alguma empresa vier para Campo Maior não vai ser para um lote de 600 ou 900 m2, terá de ser muito maior.
O que se passa com estes lotes é que foram bem aproveitados, menos mal, podem não ser todos, porque de facto existem garagens (que era para ser oficina de motas), mas tambem existem armazens onde estão estabelecidos fabricas de aluminio, oficinas auto, casas de comercio, lavandarias auto, duas fabricas de café e ainda temos oficinas de serralharia que se não estivessem ali teriam de estar no centro urbano. Por isso, agora que foi feita a nova entrada para a zona industrial, já com algum alargamento, e uma boa rotunda para pesados, criticam porque foi feita, daqui a alguns anos, poucos, ainda vão ver a falta que fazia, já se nota, ela não devia era parar ali, precisava-mos de ter uma via de circunvalação para o transito pesado e não digam que não fazia falta,porque faz bastante falta, não se nota já o descanso do transito pesado no jardim?
Muito há a fazer mas, não podemos dizer só o que está mal, temos que dizer tambem o que está bem, os blogs tambem servem para isso e é isso que eu defendo. Criticar o que está mal e elogiar o que está bem.

Anónimo disse...

Concordo com "castelo" que se devem também referir os aspectos positivos. No entanto, nos últimos tempos, têm sido muito poucos os que podemos apontar. A variante foi uma obra necessária. Mas o problema que se levanta é a política das autarquias para promover o desenvolvimento dos respectivos concelhos. E quanto a isso, o nosso concelho está em estado "comatoso".
Os gastos na área da chamada "cultura" têm sido exorbitantes e sem efeitos que perdurem além de umas festas de gosto mais ou menos duvidoso.

castelo disse...

Não discordo da politica que tem seguido a autarquia, festas pra cá e festas pra lá, isso já foi debatido noutros blogs da nossa vila, já todos comentámos que as tradições são uma forma de gastar dinheiro que faz falta para outras coisas, e, o povo esta dando mostras disso, senão vejamos quantas janelas, e mesmo, figurantes, tem vindo ao longo dos tres anos a acompanhar esta "festa", cada ves são menos. Por falar nisso, a festa do dia dos avós, por um lado está fora da data,(26/6), e por outro para que se convida tanta gente de instituições, ou mesmo pessoas que nada teem a ver com avós, e já agora vamos lá a ver, como convidam a A.T.L. Casa do Povo, se convidam alguem do Centro Educativo Alice Nabeiro, se temos que olhar para todos os lados! pois então esparamos que tenha o bom senso de fazer o convite, mais que não seja, por descargo de consciencia porque não acredito que vá alguem representar.
voltando ao inicio:
Agora eu pergunto: Qual a melhor maneira de tirar esta ideia de grandeza da cabeça do nosso presidente?
muito há para discutir sobre esta questão.