domingo, 12 de outubro de 2008

Da crise financeira global e das realidades locais

Quando o Mundo, a Europa, o governo de Portugal, se debatem com a ameaça de uma gravíssima crise financeira que ameaça as estruturas essenciais da nossa sociedade, há responsáveis pela gestão das autarquias que se empenham numa desenfreada política de despesismo, parecendo que mais não fazem do que inventar maneiras de conseguirem gastar da forma mais insensata e mais inútil as verbas que são conseguidas à custa dos impostos pagos por todos nós. Até parece que não há dificuldades, que não há gente a lutar no dia-a-dia para assegurar níveis mínimos de sobrevivência, sem acesso às mais elementares condições que lhes assegurem um mínimo de dignidade e de bem-estar nas miseráveis existências. Gastam-se verbas significativas a oferecer festanças e benesses a gente que, em boa parte dos casos, não tem qualquer necessidade de semelhantes ofertas. O maior escândalo consiste em todos sabermos que o único objectivo destas realizações é o oportunismo de caçar votos para os actos eleitorais que se aproximam.

6 comentários:

Três horas da manhã disse...

Sempre foi assim, o povo vai atrás da festança, houve ainda um que até trouxe uns camelos! Lembra-se? De nada lhe serviu, esperemos que por todo o Portugal o povo separe o trigo do joio!
As campanhas agora começam cada vez mais cedo, alias em muitos casos quem está no poder, faz muitas vezes durante a legislatura sempre campanha!

Quanto à crise, acredito que as pessoas nem estão preparadas para o que aí vêm, nem se estão a tomar medidas suficientes para harmonizar tal, estão a espera do "grande tombo", só depois algo se vai fazer!

castelo disse...

mesmo agora acabei de comentar no poste anterior, a festa do dia dos avós, fora de data e para que tantos convites a instituições e pessoas que nada teem a ver com avós? era melhor esse dinheiro ser canalizado para os ditos avós, para, como fez a camara de Elvas, pagar agua aos idosos mais nessecitados.
Alguem me pode dizer o que faz a obra do jardim parada?
Já eatá a poupar para a festa de recandidatura?
ou está à espera do "sambulacho" do coreto.

siripipi alentejano disse...

Há verdades que custam ser ouvidas e a do seu post é uma dessas verdades. O despesismo foi e continuará a ser uma arma dos Autarcas que querem continuar no Poder, a suas campanhas eleitorais nunca terminam e é nessas festanças o local próprio para amealhar votos.
Os dinheiros gastos saiem dos Orçamentos e são fruto dos impostos pagos por todos nós, aos Políticos cabe-lhes, unicamente, retirar desse despesismo uma mais valia para a sua eleição.
A maioria dos políticos da nossa praça são uns oportunistas e a única coisa que pretendem, é atingir o seu objectivo sem olhar a meios.
siripi-alentejano

Anónimo disse...

Castelo, aí está uma medida que não é efémera e que ajuda os mais necessitados: o pagamento da água aos idosos mais carentes de Elvas. São medidas como esta que deviam preocupar os autarcas de Campo Maior e em que se podia considerar bem empregue o nosso dinheiro. Ou será que não gente carenciada no concelho? E o estado do património?
Segundo dados conhecidos, o pelouro da "cultura", no nosso concelho, tem uma fatia do orçamento superior a 50%. Admite-se que seja gasta da maneira que todos vemos?

castelo disse...

É verdade, anónimo das 18h01
Já fiz o blog para por em discussão aqui na blogosfera mas não sou capaz devido à falta de tempo, o meu trabalho ocupa-me bastante tempo, trabalho por conta propria, mas pensei que pelo menos de fim de semana a fim de semana seria capaz de por algo. Éra o que eu queria mas não sou capáz.

Aqui o Campo é Maior disse...

Boas noites

Afinal já cheguei, se quiser passar para ver e comentar faça favor.