Quando os
ingleses encontraram, recentemente, as ossadas de Ricardo III não lhe deram
honras de estado. Os ingleses acham Ricardo III como o mais infame dos seus
reis, talvez porque um dia tenha gritado “O meu reino por um cavalo”. Por isso
a cerimónia de enterro foi discreta.
Menos discreta,
apesar de sóbria, foi a cerimónia com que os ingleses despediram uma mulher que
marcou não só o século XX da Inglaterra mas toda a Europa e o Mundo.
Margaret Hilda
Roberts Thatcher teve origens austeras e num mundo de homens conservadores
liderou, precisamente, o Partido Conservador durante 11 anos e meio.
Adepta do mercado
livre, privatizou e combateu sindicatos. Juntamente com Reagan, desregulou os
mercados financeiros e tornaram-se pai e mãe do capitalismo financeiro
transnacional. Ganhou uma guerra, a das Malvinas, e ajudou a ganhar outra, a
Fria, ajudando à implosão do bloco soviético. Não gostava de comunistas mas
tinha em comum com eles a oposição à União Europeia.
Perdurará para
sempre como um dos grandes nomes da política, com um carácter guerreiro e tenaz
de tal forma que um dia Miterrand descreveu-a como tendo “os olhos de Calígula e
a boca de Marilyn Monroe”.
Sem comentários:
Enviar um comentário