quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Prof. Vasco Pereira contra os U2

Se este confronto fosse um combate de boxe eu diria: No canto da minha esquerda o Prof. Vasco Pereira! O Prof. Vasco Pereira é professor, compositor, director de orquestra e pianista, é também presidente da Associação Cultural Ad Septem Ars. Defende a Cultura como poucos e gostava e ambiciona levar a esta mesma Cultura a um público cada vez mais vasto. No canto da minha direita a banda irlandesa U2. Os U2 são para muitos a maior banda da actualidade. Apesar de terem começado nos fim do anos 70, em pleno movimento punk em Inglaterra, com os Sex Pistols a decretarem a morte da rainha, os U2 nunca foram, plenamente desse estilo de contra-cultura. Têm sido sim, uma banda com vários estilos e que se soube reinventar ao longo do tempo.
Ora bem, neste ponto devia soar o gong para iniciar o combate entre o músico e os irlandeses, mas a razão desta introdução prende-se com o seguinte: No último post do blog do Prof. Vasco Pereira, homenageia-se dois artistas portugueses. Homenageia-se e elogia-se bastante uma cantora lírica e o pianista seu acompanhante. No fim do post o Prof. Vasco Pereira lamenta a falta de adesão da juventude ao concerto dos artistas. Ora, em contraposição, quase simultaneamente, os U2 esgotam, em 7 horas, todos os seus bilhetes para o concerto de Coimbra...do ano que vem!
A minha questão é: sendo estes dois eventos duas manifestações culturais, será que não se pode conciliar as duas visões. A Cultura tem que ser enfadonha, como diriam alguns ao ouvir o recital de música lírica? A Cultura precisa de bilhetes a 100 euros para ser procurada e apreciada? Não sabemos apreciar a verdadeira Cultura quando ela se manifesta de uma forma mais erudita?
Esta reflexão, vai de encontro a uma questão mais actual: Sendo o nosso principal fornecedor de cultura a Câmara Municipal e tendo o pelouro da Cultura mudado de gestor, que Cultura queremos ter? Que Cultura devemos exigir?

6 comentários:

Camponês disse...

pode ser que com o novo Edil a coisa mude.
Já vi que o Sr. Carlos perguntou pelo campo maior na internet, eu com esta azafama nem aos blogues tenho vindo, houve um pequeno acidente mas já recuperei, agora o que faz falta é tornar a meter todos os links que faltam.
mais umas noites e estará como antes.

www.campomaiornanet.blogspot.com

Camponês disse...

Dando a volta pelos blogues e informando aqueles que têm a hiperligação antiga do Campo Maior na Internet, pedia se, e quando, possivel, poderia ser este alterado para o novo url.

www.campomaiornanet.blogspot.com

Cump.

Zé Camões disse...

Que imaginação…Quem se lembraria de opor o professor Vasco aos U2.
Do professor, Director de orquestra e pianista, nunca ouvi nada sem serem as suas lições há uns “valentes” anos atrás. Nos últimos tempos entrei em alguns confrontos (saudáveis) com ele, aliás acho que o Sr. Jack teve oportunidade participar neles.
A visão deste da arte em geral é literária e acredito que um pouco mal compreendida, fica no leito daquilo que é a verdadeira noção da grandeza da arte, o professor admito que não chega realmente ao mar. A verdadeira arte é chegar a todos da maneira em que cada um quer entende-la, é a realidade transfigurada.
Os U2, apesar de não simpatizar com a sua sonoridade (devo ser dos poucos, sim, eu sei), têm um talento reconhecido, como o senhor diz e bem, foram adaptando-se aos tempos. Por essa razão não creio que o custo do bilhete seja relevante, mas sim o preço do bilhete sirva para pagar o espectáculo envolvente.
O duelo também será claramente desfavorável para o “peso mosca” da nossa terrinha (com todo o respeito), pois os U2 chegaram a todos os públicos devido às suas características, o Professor faz um tipo de música que não pretende chegar a todos os públicos.
Muito interessante esta sua postagem.
Cumprimentos.

Jack The Ripper disse...

Caro Zé Camões,

Gosto de o ver por cá. Penso que é a primeira vez que posta desde que sou eu o regente do Blog.

Agradeço o comentário!

Zé Camões disse...

Caro Jack,
Gosto muito de lê-lo acho que coloca as coisas de uma maneira inteligente o que torna a leitura num prazer, isso independentemente do tema que o senhor nos apresente.
Nem sempre acabo por comenta-lo, ou porque acho que já disse tudo ou por falta de tempo, no entanto sou fiel aos seus textos e inclusive aos comentários que vai deixando noutros locais.
Deve haver poucos como o senhor mas mesmo esses poucos que menciono, tive o prazer de conhecer alguns, as máscaras foram aos poucos deixando a descoberto os rostos, afinal a carne é mais interessante.
Aproveito e deixo-lhe os meus votos de longa continuação e um abraço.

Jack The Ripper disse...

Caro Zé Camões,

Nunca está tudo dito e há sempre tempo para um comentário.

Por isso não tem desculpas!

Agradeço os elogios que me envia!