sábado, 15 de novembro de 2008

Da necessidade urgente de novas soluções

Segundo a maioria dos analistas, estamos à beira de uma das maiores crises dos últimos cinquenta anos. O que começou com uma crise financeira tem vindo a alastrar a todos os sectores da sociedade, pondo em relevo a insustentabilidade do modelo de governação adoptado pelos países mais desenvolvidos do globo: politicas baseadas num liberalismo económico levado ao extremo com total descuido das questões sociais, atitude arrogante dos poderes e desrespeito pelos direitos humanos, guerras cruentas e sem solução a nível militar, agravamento das questões ambientais, especulação bolsista provocando um aumento do custo dos recursos essenciais como os combustíveis e outros recursos energéticos, enfim, um acumular de problemas e situações que desaguaram nesta situação à beira do caos.
Os olhares viram-se esperançosos para o futuro presidente dos Estados Unidos da América Barack Hussein Obama, na eleição do qual convergiram os votos da grande amálgama constituída por negros, árabes, hispânicos, mulheres, artistas, intelectuais, desempregados e tantos, tantos outros que desejam uma mudança que assegure a esperança de uma mundo mais justo, onde deixe de imperar a cega e desmedida ambição do lucro de alguns à custa dos sacrifícios de quase todos.
Os governos que se deixaram arrastar na ilusão de um crescimento sem regras e sem limites, sobretudo os países europeus que se deixaram "colonizar" pelo ilusionismo financeiro centrado no projecto governativo de Bush, têm de arrepiar caminho e buscar novas soluções.
Há guerras em curso que têm de ser resolvidas, a Terra está à beira de desequilíbrios que se podem tornar sem retorno, o Mundo está a mergulhar numa crise que pode provocar uma catástrofe social de dimensões difíceis de calcular.
Será que a eleição americana marcará simbolicamente o ponto de viragem?

2 comentários:

Três horas da manhã disse...

Eu quero acreditar que sim, mas não consigo!

Obama tem ideias muito "bonitas" e suporta um pleno de boas intenções, porém a passagem à prática será bem mais complexa. Até agora foi uma pessoa com um discurso convincente, porém será agora que vamos ver o que vale! A minha postura nesta caso está a ser: esperar para ver.

Não sou negativista normalmente, mas basta olhar à nossa volta e ver que a conjuntura esta muito complexa, a resolução de todos os problemas do mundo vai muito além da eleição nos EUA, é necessário mais, mas a eleição de Obama é uma porta à esperança e essa deve ser a última a morrer.

Será que o mundo voltará a ser prospero? Acredito que sim, o problema é quando e a que custo!

Cumps.

PS: De Campo Maior, continue com estes textos, são visões como a sua que fazem falta para melhorar as "coisas".
Gostaria muito de entrar em contacto consigo, mande um e-mail para meucampomaior@gmail.com Sff.

Gualter disse...

De passagem por Campo Maior, fiz um uma viagem pelos seus"blogs" e parei neste que me captou a atenção pela importância e pertinência das reflexões que propõe. Li também o comentário anterior do "3 horas..." e gostaria de dar a minha resposta à questão que nele formula: "Será que o mundo voltará a ser próspero?"
Olhe que eu não sei responder, mas, sinceramente, não é isso que me preocupa. A minha angústia inclina-se mais para outra questão: "Será que o mundo se vai tornar mais justo? Ou seja, Mais igualitário?"
Porque se assim for, ele será mais próspero para um maior número de pessoas.
Desculpe-me a intromissão nesta conversa que não era minha. Mas também eu gostei muito de encontrar aqui este texto, aqui entre gente desta terra que aprendi a estimar. Apesar de tanto que , hoje vejo nela e de que não gosto mesmo nada