quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Resposta ao Blogue Fonte das Negras

Caro Fontes, em primeiro lugar gostava de lhe referir que a analogia com o Dia D foi apenas com objectivos literários e não com objectivos de comparação em pormenor. Mas devo dizer-lhe: Sim, que tem razão! Porque a minha intenção era referir que o processo teve o seu início. Aliás é você próprio que o diz um pouco mais à frente quando refere o árduo trabalho que a comissão tem pela frente.
Agora, passando, objectivamente ao tema das Festas do Povo de 2011, o Fontes refere como sendo principal obstáculo: “Não atender ao tempo, às condições sociais, financeiras e políticas, pode ser o caminho mais directo para o insucesso porque raramente esse caminho garante o êxito. “ Este conjunto de argumentos não me parece válido para contrariar a sua realização. É verdade que a crise chega a todos mas em Campo Maior, a crise tem sido sentida em menor grau que em outras localidades já que aqui não se fecharam fábricas que lançariam grandes grupos de pessoas para o desemprego. Além disso sou da opinião de que as Festas são uma oportunidade de criar riqueza e não o contrário.
No que diz respeito às condições sociais, essas sim preocupam-me, e até já aqui referi que Campo Maior teve muitas alterações sociológicas nos últimos anos. Adiar as Festas um ano vai modificar estas condições? Antes pelo contrário, quanto mais tempo passar mais dificil será alterar essas condições.
Fala em adaptações necessárias para que os processos possam continuar e não de ruptura como eu afirmo. Penso que aqui o que lhe provoca a discordia é a palavra ruptura, talvez muito radical para o seu gosto. No entanto, não diz que adaptações são essas, portanto não vou opinar sobre este tema mas refiro-me a algumas ideias de ruptura de que falo. Assim acho que a tradição das Festas deve ser perpetuada com acções de formação nas escolas junto dos mais novos. E até mesmo junto daqueles que sendo maiores não têm essa tradição. Se há muita gente inscrita em cursos de pintura rápida, super-rápida e afins, porque não haver cursos para a confecção de flores de papel? E depois há outro aspecto que não podemos esquecer: nos anos em que não há Festas deve haver algum evento que lembre as Festas. Também proponho que seja criado algum tipo de organismo ou fundação que faça a Gestão da Imagem das Festas de forma as mesmas sejam promocionadas mesmo em anos onde não haja a sua realização. É necessário preocupar-nos com o "Day After", isto é, até hoje quando as Festas acabam, os papeis são queimados e só daqui a alguns anos voltamos a falar nisso. Não! No dia em que as Festas acabam deve ser o dia do começo da próxima edição!
Não vou entrar em mais considerações sobre o tema e dou como encerrada esta troca de ideias entre Blogues. Agradeço que me leia e que me tenha levado em conta nas suas opiniões.

1 comentário:

Espinhos disse...

Não pretendo discutir o "Dia D" ou a "Hora H". Pois são contas de outro rosário!

Apenas pretendo concordar com a criação de cursos que fomentem a arte de executar as flores em papel e todos os demais característicos arranjos, a abem da continuação das festas! No lugar dos referidos cursos sem interesse para Campo Maior. Quanto ao espírito (do povo) das mesmas seria um assunto que daria pano para mangas! pois considero que desde uns anos para cá tem sido perdido. Em prol de outras aventuras!

Têm sido desperdiçados milhares de maravilhosos trabalhos após o encerramento das festas em anos anteriores. E não houve qualuquer rumo nem orientação de umas para as outras! É perguntar a todos os responsáveis que por lá passaram por tal situação. As associações são constituidas por pessoas.

Concordo efectivamente que deveria haver continuidade de umas para as outras! Tal como acontece com a maior festa político cultural realizada em Portugal. Automaticamente começa a próxima com o encerramento da anterior. E praticamente tudo feito com espírito do povo.

Quero as festas, mas pretendo igualmente que se melhore muita coisa em Campo Maior. Nomeadamante a segurança, os arranjos nas muralhas e da zona velha! tal como prometido! em vez de se mexer em obras já executadas! E festas!

saudações